Insincere

Não se pode enganar a todos todo o tempo

“Pode se enganar a todos por algum tempo; pode se enganar alguns por todo o tempo, mas não se pode enganar a todos todo o tempo” (Abraham Lincoln)

Ontem,por volta das 19 horas, uma representante legal da instituição ligou para o meu advogado. Ainda houve alguma esperança de que eles fossem se redimir de tudo que fazem por anos com os alunos. Ledo engano. Ela ligou para ameaçar. SE eu postar a respeito da faculdade, SE eu passar e-mail. Vários “SEs” sequenciais. Nenhum “desculpe, vamos conversar”. E aí novamente voltamos ao INÍCIO do POST.  Aliás, ao início do PAÍS. Um país, desculpa a expressão, de gente em sua maioria COVARDE. Talvez eu esteja sendo muito dura, áspera. Mas sim, é esse TAPA na cara que preciso dar.

Na mesma tarde de ontem recebi o telefonema desesperado de uma aluna porque o nome dela aparecia na ponta da ponta de uma imagem. Vejam bem, o assunto ali em nenhum momento falava dela como testemunha de algo ou a citava. Porém, ela estava com EXTREMO medo. Veio a minha cabeça da época que estudei psicologia, Ivan Pavlov, um fisiologista russo que ficou conhecido por experimentos de condicionamento clássico. Quase todos os alunos estão condicionados nessa faculdade em sentir medo. E é sempre a mesma história. A coordenação ameaça por mensagem no grupo da turma, todos reclamam nos respectivos grupos de whatsapp e nada fazem. E, muito provavelmente, a instituição sabe que a molecada não faz mais do que reclamar, como um divã virtual, no zap. E isso para eles já basta. Reclamam, mas obedecem. Quase como os cachorros do russo Pavlov, condicionados. E o regime de autoritarismo da soberania universitária da UNIDEZ vai se mantendo por décadas.

O que mais me impressionou foi a instituição agir da mesma maneira. AMEAÇAR. Os SEs de sempre. Existe uma frase que diz “a porta mais segura é aquela que pode ser deixada aberta”. Não sei quando, sinceramente eu não faço ideia, mas um dia a sociedade acorda. Manter na base da ameaça os alunos é manter enquanto os alunos se sentem ameaçados ou quando o regime do medo não for parar em algum tipo de mídia vazando como escândalo. Porque o que estamos tratando aqui é de uma mentira que todos sustentam. A menina apavorada de ser “marcada” pela coordenação porque o nome apareceu em uma imagem do meu post, a “lenda urbana” de que o dono da faculdade conhece todos os magistrados de São Paulo e é impossível ganhar dela na justiça, o modo terrorista de tratar o aluno que todos reclamam, mas não fazem absolutamente nada. Os alunos, o Brasil está em estado de coma, quase Glasgow 3, um país de mortos. Se a gente não se impõe, não adianta trocar de presidente, vai continuar a mesma situação esculhambada sempre.

Na primeira vez que você enfrenta “o sistema”, você sente medo. É normal. E vai sentindo medo. Das próximas vezes a adrenalina no corpo e o cortisol, hormônios de luta e fuga, nem sobem mais tanto. A gente ganha uma certa frieza. A tal advogada me ameaçou com BOs e processos e achei engraçado. Porque entre a instituição e eu, existe o MINISTÉRIO PÚBLICO. Todos nós podemos processar alguém, é um direito. Resta saber se vai ganhar. E BO pode virar denunciação caluniosa. Ela, como os alunos, acha que a instituição tem todos os poderes do universo. Poderes quase supra territoriais. Ela faz parte do Brasil covarde. Para essa advogada é super normal vestir a camisa de uma instituição que mente em processo civil para conseguir na base da trapaça vencer na segunda instância. E tem a certeza que errada estou eu que me senti ofendida pelo meu caso ser “risível” por ter “outras reprovações” (PSEUDO, porque não tenho). Mentir em processos, por exemplo, criminais nos tribunais norte americanos prolonga a pena do réu. No Brasil, não. O réu tem o direito e deve mentir. O Direito no Brasil vive em grande parte à base da mentira. E, talvez, eu por ser aluna de Medicina não consiga compreender que é comum instituições mentirem no Brasil contra seus alunos, os pagantes do curso. O que não é legal e para quem sofre com a mentira.

Ontem vi um filme “O enfermeiro da noite”. Excelente. É sobre um serial killer que matava em hospitais os pacientes. Acredita-se que ele conseguiu matar em torno de 400 pessoas. Aí você deve estar se perguntando porque estou escrevendo sobre o filme no meu post sobre a faculdade. Bom, numa das cenas finais perguntam a ele o porquê dele matar tantos e ele responde “porque nunca me impediram”. Chegamos no ponto que eu queria. Por que a UNIDEZ é assim tão abusiva?!? Porque ninguém a IMPEDE. Pelo menos, até agora…

Compartilhe o Post

263490156_1051921118717426_7014901890621647349_n
detail-flower.png

Sobre Mim

Estudante de Medicina, YouTuber, Blogueira, Colunista SanarMed, Academia Médica e Framework

Faculdade de Medicina

QUANDO EDUCAR NÃO É O OBJETIVO.

Eu não costumo me arrepender do passado, mas tenho um GRANDE arrependimento, ter ido estudar Medicina na minha faculdade. Eu NUNCA deveria ter me transferido

Read More »