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Psicopatas são atemporais – Resenha Pacto Brutal – O assassinato de Daniella Perez

Eu lembro de diversas histórias de crimes que me chocaram. Muitos cometidos em épocas que eu nem era nascida. Um deles, o assassinato de Sharon Tate. Eu lembro como se fosse hoje que minha mãe contou sobre a morte brutal da Sharon enquanto eu assistia a um filme do então diretor Roman Polanski, marido da vítima. Sharon estava grávida de quase 9 meses e foi morta com requintes de crueldade e motivos torpes.

Não há como compreender a mente de um assassino como o Charles Manson que ceifou a vida da atriz Sharon Tate. Não há lógica no seu comportamento. Não é algo linear e nem previsível. Pessoas “normais” têm uma certa previsibilidade, são constantes. Aqueles que cometem crimes dessa natureza não. E somos pegos de surpresa. E foi isso que aconteceu à atriz Daniella Perez.

Guilherme de Padua e Paula Tomaz/Peixoto são a dupla psicopata e borderline. Dois transtornos mentais de personalidade que dividem muitas comorbidades em comum. E foi o resultado dessa união catastrófica que culminou aos acontecimentos que pararam o Brasil no dia 28 de dezembro de 1992. É disso e muito mais que se trata o Documentário “Pacto brutal”.

O documentário é sobre uma mãe que eterniza seu amor por sua filha. É a maneira que autora Gloria Perez torna a Daniela viva preservando a sua memória e a condenação dos assassinos em um loop infinito. Eles jamais deixarão de ser os assassinos de Daniella por diversas gerações. Dos anos 90 à geração Z e enquanto a série “Pacto Brutal” for transmitida. Ao fim do documentário, no julgamento, a gente quer ouvir “prisão perpétua”, mas não ouve. O DOC traz esse sentimento de impunidade a todos. 18 anos de prisão não bastam, condicional em 6 anos nos ofende. Existe um grito dentro de mim que ao final quer xingá-los, quer tirá-los do meu mundo. Eles não cabem no mundo dos que amam uns aos outros. Não há empatia pelos assassinos. Nenhuma.

O documentário “Pacto Brutal” nos desperta o mesmo sentimento que o roteirista do filme “Era uma vez em Hollywood” teve ao reescrever a história e colocar Brad Piit no momento em que os assassinos de Sharon Tate invadem sua casa em LA, salvando-a da morte. Desejamos de alguma maneira viajar no tempo e salvar Daniella. “Não, Dani. Não saia da Tycoon.” Hoje ela estaria com 52 anos.

Assassinos psicopatas são atemporais. Sempre vão causar desconforto. Sharon da Cailfornia, Dani do Rio. E o que divide essas duas histórias que tanto me chocaram é que no caso da Sharon os seus assassinos pegaram prisão perpétua e os da Dani estão soltos. Há algo de errado com a nossa sociedade. Essa talvez seja uma das mais importantes mensagens do documentário Pacto Brutal: Caso Daniella Perez

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Sobre Mim

Estudante de Medicina, YouTuber, Blogueira, Colunista SanarMed, Academia Médica e Framework

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QUANDO EDUCAR NÃO É O OBJETIVO.

Eu não costumo me arrepender do passado, mas tenho um GRANDE arrependimento, ter ido estudar Medicina na minha faculdade. Eu NUNCA deveria ter me transferido

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