quantos-anos-faculdade-de-medicina

QUANDO EDUCAR NÃO É O OBJETIVO.

Eu não costumo me arrepender do passado, mas tenho um GRANDE arrependimento, ter ido estudar Medicina na minha faculdade. Eu NUNCA deveria ter me transferido da faculdade das Américas para ela. E vou explicar. Passei o ano de 2022 em brigas judiciais. GANHEI TODAS. A faculdade queria atrasar o ano da minha formatura porque “assim deseja”. Ela alega que é para formar melhores profissionais, mas se eles se preocupassem tanto com isso, daria paz para às turmas de Medicina. O que não acontece. A faculdade, principalmente da unidade da Vergueiro, tem um ambiente extremamente tóxico. Não é incomum encontrar alunos com transtornos mentais depois que passaram a fazer Medicina nessa instituição. É IMPORTANTE ressaltar, DEPOIS que passaram a frequentar ESSA instituição.

Não foi somente um, mas diversos alunos me procuraram para “desabafar” ao longo do semestre. Entre recados grosseiros, punições exageradas e falta de consideração pela saúde mental das turmas, a coordenação segue com um comportamento abusivo que eu ainda não cheguei a uma conclusão a respeito do objetivo. Creio ser uma falta de conhecimento em educação. Eu não acredito que sociedades mais civilizadas em que se leve em consideração a individualidade e saúde mental dos estudantes, as instituições de ensino tenham um comportamento tão “perverso” como o dessa instituição.

Dos recados que recebi hoje, um me chamou a atenção “eles vão ferrar nessa prova”. Isso por acaso é educar? Então, ensinar é “FERRAR EM PROVAS”? Outro dia soube de denúncias referentes ao vazamento da prova INTEGRADA. E há fotos registradas na net da tal pessoa pertencente a instituição estudando com um grupo “seleto” de alunos  para a tal integrada. Bom, se essa pessoa tem acesso a prova, ela não pode “estudar junto” com os alunos para prepará-los para a INTEGRADA. A medida que os meses passam, chegam informações de todos os lados. E o mais importante, informações que contradizem o que a coordenação afirma. Não, não é para formar melhores médicos. Se em algum dia o objetivo foi esse, ficou para trás. Confunde-se bom ensino com abuso e terror psicológico. Ensinar não é punir, tampouco causar desespero. Ensinar justamente é algo nobre porque vai além de formular provas e bater no peito que reprovou 40 de uma turma de 80. Ensinar não é se orgulhar de reprovar mais de 50% dos alunos. Ensinar, repito, é nobre. Ensinar é dar asas ao aluno. E não gerar infelicidade.

E seguem os abusos. O último, a mudança em cima da hora das regras de uma das mais importantes provas. A coordenação se nega a dizer como será o tal “novo formato”. Eu tenho certeza de que é uma nova “criação” deles com o intuito de “inovar”. Uma “pseudoinovação”. Não é nada “estudado”. Provavelmente nem evidências científicas têm que esse novo formato vai revolucionar o ensino médico. As ideias, o comportamento dessa instituição, dessas pessoas é arcaico, enferrujado. Estão reinventando a roda, brincando de gestão. E, com isso, testando métodos sem comprovação e que levam ao estresse a milhares de estudantes. Vamos relebrar o tal “leilão de notas” que os alunos eram EXPOSTOS em um painel em ordem decrescente de notas para poderem escolher os hospitais. Os de melhores notas, melhores hospitais. A minha turma ainda não passou pelo tal leilão. Porém, um dia que eu estava em um determinado hospital, um dos médicos, me afirmou que quem faz estágio em “Parelheiros” é porque é “mau aluno”. A escolha dos hospitais vinculados a nota do estudante causa estigma e preconceito.

Educar não é para qualquer um. Por ano milhares de cursos de especialização “pipocam” em faculdades mundiais para tentar encontrar um meio de despertar o interesse do estudante. É totalmente ao contrário do que a minha faculdade faz. Ela acaba despertando o ódio e a sensação é de sufoco, falta de ar. Eu me orgulho muito de tê-los processado. Cada palavra do Dr. Otávio devolveu a mim o orgulho de vencê-los nos tribunais.

Faculdades médicas, residências, especializações têm o dever de formar médicos com um viés humano. Estamos lidando, acima de tudo, com o sentimento dos pacientes. Estar doente é estar fragilizado. Uma instituição de ensino médico não pode dar de exemplo a indiferença e insensibilidade. Educar é muito mais que aplicar provas.

Compartilhe o Post

263490156_1051921118717426_7014901890621647349_n
detail-flower.png

Sobre Mim

Estudante de Medicina, YouTuber, Blogueira, Colunista SanarMed, Academia Médica e Framework

Medicina

AQUI O POSTE MIJA NO CACHORRO

Nos últimos meses nunca passei por tantas dores de cabeça quanto agora. São dias gastos entre estudar Medicina e falar com meu advogado, Otávio. E

Read More »
Faculdade de Medicina

QUANDO EDUCAR NÃO É O OBJETIVO.

Eu não costumo me arrepender do passado, mas tenho um GRANDE arrependimento, ter ido estudar Medicina na minha faculdade. Eu NUNCA deveria ter me transferido

Read More »